O deputado Antonio Carlos Pannunzio (PSDB-SP), que deve assumir a liderança do PSDB na Câmara a partir de fevereiro, disse hoje que o partido vai seguir a Constituição na disputa pelo comando da Câmara e se orientar pela proporcionalidade.
Segundo ele, a intenção do partido é apoiar um nome que saia da maior bancada da Câmara, mas como o PMDB que tem o maior número de parlamentares não irá lançar candidato, o PSDB levará em conta os blocos que se formarem em torno dos dois nomes colocados na disputa hoje: os deputados Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Aldo Rebelo (PC do B-SP).
Ou seja, quem tiver o maior número de partidos em torno de sua candidatura leva o apoio do PSDB. Segundo Pannunzio, pelo tamanho que tem, o PMDB 89 deputados será o fiel da balança.
"O PSDB está na linha da proporcionalidade. É o que diz a regra. Se a maior bancada abrir mão disso [de indicar o presidente], vamos seguir o bloco", disse Pannunzio. "O PT, só terá a presidência se conseguir o apoio fechado do PMDB."
Pannunzio disse que o partido não vai apoiar candidatura avulsa. "Se o Aldo for o candidato do governo, presume-se que ele terá a maioria e, neste caso, o nosso apoio. Mas o PMDB tem que estar junto dele."
O PMDB se reúne na próxima semana para decidir que posição terá na disputa pelo comando da Câmara. O presidente nacional do partido, deputado Michel Temer (SP), se reuniu ontem com os dois candidatos e indicou que o partido está dividido.
Apesar da posição do futuro líder, caciques do PSDB como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador de Alagoas, Tetotônio Vilela já declararam apoio a Aldo.
Folha Online