
(foto: reprodução/redes sociais)
A Prefeitura Municipal de Pilões, no Brejo do Estado, detalhou nesta quarta-feira (2) que o ônibus envolvido em um acidente que causou a morte de dois estudantes, oficialmente, não fazia parte da frota municipal. Conforme apurou o ClickPB em primeira mão, a gestão alega que o veículo teria sido utilizado sem aviso prévio para substituir o ônibus que faz a rota diariamente e é alugado à prefeitura.
A informação foi detalhada pela assessoria jurídica da prefeitura. “A placa do empenho do carro não era o carro que estava trafegando ontem no acidente”, explicou o assessor jurídico da gestão, Adilson Alves. Segundo a prefeitura, a substituição teria sido feita pelo dono do veículo alugado, que também é quem dirigia o ônibus.
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Conforme a prefeitura, este motorista não é o mesmo que estava ontem (1º) no veículo, que segundo a gestão, teria sido substituído sem permissão. “O ônibus estava sendo conduzido por outro motorista, que fez aquela viagem pela primeira vez. Tanto o veículo quanto o motorista”, disse a assessoria jurídica ao ClickPB, em primeira mão.
A informação, sobre ter sido a primeira vez que o motorista fazia a viagem, foi detalhada em depoimento dado pelo mesmo à polícia, segundo a assessoria jurídica da Prefeitura de Pilões explicou ao ClickPB.
O trajeto com estudantes, conforme apurou o ClickPB, saia às 6h30 de Pilões. Ontem estavam no veículo mais de 30 passageiros, dos quais 29 precisaram de assistência médica e dois morreram antes de chegar ao hospital.

A versão da prefeitura sobre o caso, conforme apurou a reportagem, deverá estar no inquérito instaurado pela Polícia Civil.
“Hoje estamos levando a documentação para autoridade policial. Hoje também vamos fornecer a documentação para o Ministério Público”, detalhou Adilson Alves.
Ainda segundo a gestão, está sendo prestada assistência as famílias.
Ônibus não passou por vistoria
O ClickPB apurou que o veículo envolvido no acidente de ontem (1º) não passou pela última vistoria do Departamento Estadual de Trânsito da Paraíba (Detran). A informação foi confirmada pelo coordenador do Registro Nacional de Carteira de Habilitação (Renach), na Paraíba, Dilo Alves.
“O veículo não compareceu a fiscalização em novembro de 2024, a mais recente”, explicou à reportagem. “Para finalidade de transporte escolar o veículo só poderá circular após aprovação na vistoria”, disse.
As investigações da polícia civil, segundo observou a reportagem, devem apurar a responsabilidade do acidente. No âmbito do Detran, entre as penalidades administrativas para o uso do veículo sem permissão para o transporte escolar estão multa e retenção do mesmo.
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