
Sede do STF, em Brasília. (foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
A mulher filmada pichando a estátua da Justiça em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) no 8 de janeiro, em Brasília, deixou o Centro de Ressocialização Feminino de Rio Claro, no interior de São Paulo. A Secretaria de Administração Penitenciária informou que a saída ocorreu na noite da última sexta-feira (28).
“A Secretaria da Administração Penitenciária informa que a pessoa citada foi colocada em prisão domiciliar ontem [sexta-feira], às 20h, após a direção do Centro de Ressocialização Feminino de Rio Claro dar cumprimento ao alvará expedido pelo Supremo Tribunal Federal”, informou a SAP em nota.
A decisão foi do ministro Alexandre de Moraes, convertendo a prisão preventiva em domiciliar.
Segundo a decisão, a mulher deverá usar tornozeleira eletrônica, não poderá usar redes sociais nem ter contato com outros investigados. Está também proibida de dar entrevistas para a imprensa, blogs e podcasts nacionais ou internacionais sem autorização do STF. Em caso de descumprimento, ela deverá voltar para o presídio.
A mulher ficou conhecida por escrever a frase “Perdeu, mané” na estátua da Justiça durante o ato golpista de 8 de janeiro de 2023.
Julgamento
O julgamento da mulher começou na semana passada, mas foi interrompido por um pedido de vista do ministro Luiz Fux. Antes da suspensão, o relator do caso, Alexandre de Moraes, votou pela condenação a 14 anos de prisão em regime fechado.
Em depoimento prestado no ano passado ao STF, a mulher disse que se arrepende de ter participado dos atos e de ter pichado a estátua.
Fonte: Agência Brasil