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Milhares de manifestantes em Paris contra contrato jovem

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Dezenas de milhares de pessoas participam hoje de uma manifestação convocada em Paris por grupos estudantis e sindicatos em protesto contra o Contrato de Primeiro Emprego (CPE) proposto pelo Governo conservador.

A manifestação parisiense deve ser a maior das 160 previstas para todo o país e as quais devem reunir 1,5 milhão de pessoas no terceiro dia de protestos nacionais contra o CPE.

Estudantes e trabalhadores pedem ao Governo que suspenda este contrato destinado aos menores de 26 anos e que permite às empresas demiti-los sem nenhuma justificativa durante os primeiros 24 meses.

Atrás de um cartaz com o lema “Suspensão do contrato de primeiro emprego”, os principais líderes sindicais abriram o cortejo parisiense na Praça Denfert-Rochereau, de onde seguirão para a Praça da Nação.

Os sindicatos exigem que o Executivo suspenda o CPE antes de dialogar sobre as modalidades de incentivo do emprego entre os jovens, entre os quais a taxa de desemprego supera os 22%.

“Primeiro, devem suspender o CPE e, depois, abriremos as negociações de toda a situação problemática do emprego entre os jovens”, disse o secretário-geral do sindicato CFDT, François Chéréque.

Os sindicatos de trabalhadores se uniram às associações de estudantes, que mantêm há várias semanas sua oposição ao CPE com manifestações e bloqueios de universidades.

O líder do sindicato estudantil Unef, Bruno Julliard, assegurou que a manifestação de hoje mostra “que a mobilização é mais forte a cada dia”, por isso pediu-se ao Governo que suspenda o CPE “hoje mesmo, porque se não será obrigado a fazê-lo amanhã”.

Em outras cidades francesas a manifestação ocorreu antes, com dados de participação díspares, dependendo da fonte: a polícia ou os organizadores.

A manifestação mais importante ocorreu em Toulouse (sul), com 21 mil pessoas, segundo a Polícia, e 45 mil, de acordo com os organizadores.

Entre 15 mil e 35 mil manifestantes reuniram-se em Rennes (noroeste), entre 10 mil e 25 mil, em Lyon (este), e entre 9.500 e 15 mil, em Pau (sudeste).

Agência EFE

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